quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Roberto Carlos: tradicional e inovador

O Rei Roberto Carlos surpreendeu ontem com seu tradicional especial de fim de ano na Globo. Muito mais do que suas tradicionais canções e estilo no palco, os quais já lhe conferem absoluta honraria, Roberto trouxe muitas inovações, com as participações de Michel Teló, As Empreguetes, Arlindo Cruz e Seu Jorge. De forma muito espontânea, dividiu o palco com todos esses cantores e mostrou por que é o artista mais popular do Brasil. Além disso, houve a inusitada versão remix da música 'Fera Ferida', com o Rei se "jogando na pista". Ao término do espetáculo, ficou a sensação de que Roberto Carlos parece estar, em definitivo, de volta aos braços do seu público que, pacientemente, aguardou sua volta do 'amor sem limites'. 

Esse Cara Sou Eu:

Ai Se Eu Te Pego (Part. Michel Teló):

Fera Ferida (remix):

Amiga da Minha Mulher (part. Seu Jorge):

É Meu, É Meu (part. As Empreguetes):

Meu Lugar (Part. Arlindo Cruz):


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O talento de duas artistas brasileiras

Algumas canções transbordam a essência de seus intérpretes originais. Nesses casos, a ideia de uma regravação é muito arriscada, pois confronta com um exército muito bem posicionado, que não deixa muitos espaços para o 'novo'. Contudo, alguns intérpretes conseguem dialogar com esse exército e construir uma nova poesia musical audaciosamente original, sem perder o matiz também original. Para exemplificar, apresento algo de esplendoroso que, cada vez mais, tem-me contaminado: o simples e extraordinário talento de duas artistas brasileiras. Viva Daniela Mercury!! Viva Zélia Duncan!!




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tempo de Revisão


A Vida

"A vida é como jogar a bola na parede.
 Se for jogada a bola azul, ela voltará azul;
 Se for jogada a bola verde, ela voltará verde;
 Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
 Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
 Por isso, nunca 'jogue uma bola na vida' de forma que você não esteja pronto para recebê-la.
 A vida não dá nem empresta;
 Não se comove nem se apieda.
 Tudo quanto ela faz é tentar retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos".

Albert Einsten (?)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Tempo



"O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; é um pomo exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; (...) rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é."

Raduan Nassar

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dia Internacional da Dança

Celebração da dança com imagens de duas das maiores dançarinas do mundo: Daniela Mercury e Deborah Colker.










"Quando um de nós dança, é bonito de se ver. Mas, quando todos dançam, o chão balança e, assim, se faz uma revolução."
(Daniela Mercury)

Imagens: Google

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Direito à vida

Questiona-se muito sobre o direito à educação, o acesso a uma saúde pública de qualidade, boas condições de emprego... De fato, todas essas cobranças são pertinentes e devem ser perseguidas por todos. No entanto, algo que antecede a essas requisições e, portanto, deveria estar em primeiro plano, quase sempre, é esquecido. Trata-se do direito à vida. Para que essas reivindicações e tantas outras sejam possíveis, antes de tudo, é necessário ter estima pela vida. Assim como discursa o jornalista Alexandre Garcia, visto no vídeo abaixo, este é o grande ponto de partida que conduz ao pleno poder de ser.



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Terra de Minas

Bela por natureza, Minas Gerais é cantada e apresentada de modo genuinamente poético. Nesta sua canção, Seio de Minas, Paula Fernandes exalta, com delicadeza, a grandiosidade desta terra. Cenário, interpretação, arranjos musicais e produção de filmagem destacam-se para a importância conceitual  desse vídeo.


        Fonte: globo.com

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Espantosa Realidade das Cousas



A Espantosa Realidade das Cousas

A espantosa realidade das cousas 
É a minha descoberta de todos os dias. 

Cada cousa é o que é, 
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, 
E quanto isso me basta.


Basta existir para se ser completo.

Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.

Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.

Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.

Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.

Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

                                                                            Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)


Fonte: Jornal de Poesia